Livro: O céu está em todo lugar.
Autora: Jandy Nelson.
Editora: Novo Conceito.
Avaliação:
🌟🌟🌟🌟 .
Sinopse
Eu
deveria estar de luto, não me apaixonando. Às vezes é preciso perder tudo, para
encontrar a si mesmo... Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava
clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais
velha, Bailey. Mas
quando Bailey
morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e,
apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando
para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a
consola. O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta
de Lennie, para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda,
é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível. Às 16h48 de uma
sexta-feira de abril, minha irmã estava ensaiando para o papel de Julieta e,
menos de um minuto depois, estava morta. Para minha surpresa, o tempo não parou
com o coração dela. As pessoas continuaram indo à escola, ao trabalho, a
restaurantes; continuaram quebrando bolachas salgadas em suas sopas,
preocupando-se com as provas, cantando nos carros com as janelas abertas. Por
vários dias, a chuva martelou o telhado da nossa casa — uma prova do terrível
erro cometido por Deus. Toda as manhãs, quando me levantava, ouvia as
incessantes batidas, olhava pela janela para a tristeza lá fora e me sentia
aliviada, pois pelo menos o sol tivera a decência de ficar bem longe de nós.
Resenha
O livro nos apresenta a história de Lennie, uma garota do ensino médio que mora com a sua Vó e seu Tio e que acabará de passar um por um momento difícil na vida:
A morte de sua irmã mais velha Bailey.
Bailey era uma menina cheia de vida, popular, bonita e com um vida inteira pela frente.
Lennie é totalmente o oposto da irmã. Lennie não precisa ser popular, nem bonita nem nada. Só precisava de seus livros e deu clarinete.
Lennie está tentando continuar a sua vida, mas como? Ninguém a ensinará como fazer isso. Sua mente, cada dia que passa só consegue pensar nos momentos que passava com a irmã. Cada momento feliz, cada conversa sobre a mãe que as abandonará quando eram pequenas.
O céu está em todo lugar é um livro maravilhoso e sensível, que inicia com uma história de perda, de sentimentos de raiva, tristeza, solidão, mas que aos poucos transformam-se em sentimentos de luta, determinação, amor e paz.
Através de Lennie vivenciamos a passagem do luto à aceitação.
Percebemos que muitas vezes nenhuma palavra é capaz de curar certas feridas. Somente o amor consegue resgatar uma alma perdida.
O livro é bem interessante, porque Lennie cresceu sem a figura materna e paterna, foi criada por sua vó e seu tio. Nunca entenderam o porque de sua mãe ir embora. Isso já abala o psicológico de uma criança.
O sofrimento de Lennie pela perda da irmã, acrescentado com o sumiço da mãe quando era pequena, gera uma confusão maior em sua cabeça. E a autora consegue transmitir muito bem essa confusão de Lennie. ( quem ler, vai entender melhor o que estou falando).
*A leitura vale muito a pena, te faz refletir sobre momentos de perda. E mesma sofri uma perda muito nova, e se não fosse a minha base familiar (minha mãe), não sei como estaria minha vida.
Espero que gostem da resenha, não gosto de me alongar muito. Prefiro não dar spoilers.
Boa leitura a todos.
Livro: O céu está em todo lugar.
Autora: Jandy Nelson.
Editora: Novo Conceito.
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟 .
Avaliação: 🌟🌟🌟🌟 .
Eu
deveria estar de luto, não me apaixonando. Às vezes é preciso perder tudo, para
encontrar a si mesmo... Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava
clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais
velha, Bailey. Mas
quando Bailey
morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e,
apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando
para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a
consola. O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta
de Lennie, para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda,
é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível. Às 16h48 de uma
sexta-feira de abril, minha irmã estava ensaiando para o papel de Julieta e,
menos de um minuto depois, estava morta. Para minha surpresa, o tempo não parou
com o coração dela. As pessoas continuaram indo à escola, ao trabalho, a
restaurantes; continuaram quebrando bolachas salgadas em suas sopas,
preocupando-se com as provas, cantando nos carros com as janelas abertas. Por
vários dias, a chuva martelou o telhado da nossa casa — uma prova do terrível
erro cometido por Deus. Toda as manhãs, quando me levantava, ouvia as
incessantes batidas, olhava pela janela para a tristeza lá fora e me sentia
aliviada, pois pelo menos o sol tivera a decência de ficar bem longe de nós.
Resenha
Boa leitura a todos.


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